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Escopo do Gerenciamento de Riscos
A estrutura de gerenciamento de riscos da DUBAI CASH considera o tamanho e a complexidade de seus negócios, o que permite o acompanhamento, o monitoramento e o controle dos riscos aos quais está exposto.
A DUBAI CASH prioriza os riscos que têm um impacto material em seus objetivos estratégicos. A estrutura de gerenciamento de riscos realiza a identificação e avaliação de riscos, com o objetivo de selecionar os riscos essenciais para buscar oportunidades potenciais e/ou que possam impedir a criação, preservação e realização de valor, ou que podem corroer o valor existente, com a possibilidade de impactos em resultados, capital, liquidez e reputação.
O processo de gerenciamento de riscos permeia toda a Organização, alinhado às diretrizes da administração e dos executivos, que, por meio de comitês e outras reuniões internas, definem os objetivos estratégicos, incluindo o apetite ao risco. Por outro lado, as unidades de controle e gerenciamento de capital dão suporte ao gerenciamento por meio de processos de monitoramento e análise de risco e capital.
A DUBAI CASH considera que uma declaração de apetite a riscos (“RAS”) é um instrumento essencial para apoiar o gerenciamento de riscos e a tomada de decisão. Portanto, seu desenvolvimento está alinhado ao plano de negócios, desenvolvimento da estratégia e capital. A DUBAI CASH definiu uma RAS que prioriza os principais riscos e, para cada um desses, foram implementadas declarações qualitativas e medidas quantitativas expressas em relação a ganhos, capital, medidas de risco, liquidez e outras medidas relevantes, conforme apropriado.
A estrutura de gerenciamento de riscos da DUBAI CASH permeia a Organização como um todo, permitindo que os riscos inerentes sejam adequadamente identificados, mensurados, avaliados, monitorados, reportados, controlados e mitigados para apoiar o desenvolvimento de suas atividades. Assim, a DUBAI CASH adota o modelo de três linhas de defesa, como segue:
- Primeira linha de defesa: funções ou atividades de negócios que geram exposição a riscos, cujos responsáveis realizam a gestão de acordo com políticas, limites e outras condições definidas e aprovadas pela Diretoria Executiva. A primeira linha de defesa deve ter os meios para identificar, medir, tratar e relatar os riscos assumidos.
- Segunda linha de defesa: consiste nas áreas de gerenciamento de riscos, controles internos e Compliance. Garante um controle eficaz dos riscos e que esses sejam gerenciados de acordo com o nível de apetite definido. Responsável por propor políticas de gerenciamento de riscos, desenvolver modelos, metodologias e supervisionar a primeira linha de defesa.
- Terceira linha de defesa: composta pela Auditoria Interna, é responsável por avaliar periodicamente de forma independente se políticas, métodos e procedimentos são adequados, além de verificar a sua efetiva implementação.
Outro elemento importante da estrutura de gerenciamento de risco da DUBAI CASH é a estrutura de comitês e fóruns técnicos. Esses órgãos de governança são projetados para acompanhar e tomar decisões sobre aspectos associados à administração e controle da Organização. Os principais comitês e fóruns estão descritos abaixo:
- Comitê de Riscos: tem como objetivo assessorar a Diretoria Executiva no desempenho de suas funções de gerenciamento e controle de riscos, monitorando o nível de exposição a riscos de acordo com a RAS. Também visa adotar estratégias, políticas e medidas destinadas a disseminar a cultura de controles internos e mitigação de riscos. Ocorre mensalmente e seus membros obrigatórios são o Chief Executive Officer ("CEO"), o Chief Risk Officer ("CRO") e um membro não executivo independente.
- Comitê de Crédito: tem como objetivo apresentar, discutir e aprovar mudanças nas políticas de crédito, considerando desempenho histórico e cenários futuros. Ocorre mensalmente e seus membros obrigatórios são o diretor responsável pela Área de Crédito e o CRO.
- Comitê de Auditoria: seu principal objetivo é zelar pela qualidade e integridade das informações financeiras, bem como pela atuação, independência e qualidade do trabalho da Auditoria Externa e da Auditoria Interna. Ocorre no mínimo trimestralmente e seus membros obrigatórios são os três diretores estatutários eleitos para este fim (CRO, Diretor de Relações Institucionais e Diretor responsável pelas normas contábeis) e um membro não executivo independente.
- Fóruns Técnicos: reuniões regulares para discutir e propor recomendações ao Comitê de Riscos. Cada um dos tópicos a seguir possui seu próprio fórum técnico, com a participação de executivos de áreas associadas: contabilidade e impostos, risco operacional e controles internos, gerenciamento de ativos e passivos ("ALM") / capital, risco de crédito, riscos de tecnologia da informação ("TI"), proteção de dados, Compliance, prevenção à fraudes, combate à lavagem de dinheiro ("AML") e testes de estresse. As reuniões de cada Fórum Técnico ocorrem com periodicidade definida.
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Estrutura de Gerenciamento de Riscos
Os riscos que monitoramos ativamente incluem crédito, mercado, liquidez, operacional, tecnologia da informação e capital. O gerenciamento desses riscos é realizado de acordo com o modelo de três linhas de defesa, considerando políticas e procedimentos em vigor, bem como os limites estabelecidos na RAS.
Risco de Crédito
O risco de crédito é definido como a possibilidade de perdas associadas a: falha de clientes ou contrapartes no pagamento de suas obrigações contratuais; a depreciação ou redução dos ganhos esperados dos instrumentos financeiros devido à deterioração da qualidade de crédito de clientes ou contrapartes; os custos de recuperação da exposição deteriorada; e a qualquer vantagem dada a clientes ou contrapartes devido à deterioração de sua qualidade de crédito.
A estrutura de controle e gerenciamento de risco de crédito é independente das unidades de negócios, sendo responsável pelos processos e ferramentas para medir, monitorar, controlar e reportar o risco de crédito dos produtos e demais operações financeiras, verificando continuamente a aderência às políticas e estrutura de limites aprovadas. Há também uma avaliação dos possíveis impactos decorrentes de mudanças no ambiente econômico, a fim de garantir que a carteira de crédito seja resiliente a crises econômicas.
As decisões de risco de crédito são tomadas na estrutura de comitês e fóruns técnicos, com o envolvimento da primeira e segunda linhas de defesa. Para o processo de tomada de decisão, são apresentadas e analisadas as informações decorrentes do desempenho histórico e dos modelos preditivos internos que analisam e pontuam clientes existentes e potenciais com base em seu perfil de rentabilidade e risco de crédito.
O comportamento dos clientes atrasados é rastreado e monitorado, para melhorar constantemente as políticas e a abordagem na cobrança de dívidas. A DUBAI CASH possui políticas de cobrança para maximizar o valor recuperado. As estratégias de recuperação dependem dos perfis dos clientes e dos indicadores produzidos por modelos matemáticos.
Risco de Liquidez
O risco de liquidez é definido como a possibilidade da DUBAI CASH não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas, assim como a possibilidade da DUBAI CASH não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado.
A estrutura de controle e gerenciamento de risco de liquidez é independente das unidades de negócios, sendo responsável pelos processos e ferramentas para mensurar, monitorar, controlar e reportar o risco de liquidez, verificando continuamente a aderência às políticas e estrutura de limites aprovada.
Existe uma política de caixa mínimo em vigor para gerenciar o risco de liquidez, com o objetivo de manter recursos de liquidez suficientes em quantidade, qualidade e perfil de financiamento adequado para atender ao apetite ao risco de liquidez expresso pela DUBAI CASH com base em métricas de liquidez internas e regulatórias.
Os resultados são reportados ao Fórum Técnico de ALM ("Asset and Liability Management") e Capital e ao Comitê de Riscos.
Risco de Mercado e risco de taxa de juros na carteira bancária (IRRBB)
O risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de instrumentos detidos pela DUBAI CASH. Inclui-se o risco de variação das taxas de juros e dos preços de ações, para os instrumentos classificados na carteira de negociação e o risco de variação cambial e dos preços de mercadorias (commodities) para os instrumentos classificados na carteira de negociação ou na carteira bancária.
O IRRBB é o risco, atual ou prospectivo, do impacto de movimentos adversos das taxas de juros no capital e nos resultados da DUBAI CASH, para os instrumentos classificados na carteira bancária.
A estrutura de controle e gerenciamento de risco de mercado e IRRBB é independente das unidades de negócios, sendo responsável pelos processos e ferramentas para medir, monitorar, controlar e reportar o risco de mercado e o IRRBB, verificando continuamente a aderência às políticas e limites aprovados estrutura. A DUBAI CASH adota uma variedade de métricas de risco de mercado e IRRBB, incluindo sensibilidade às taxas de juros.
Os resultados são reportados ao Fórum Técnico de ALM de Capital e ao Comitê de Riscos. A tesouraria está autorizada a utilizar instrumentos financeiros, conforme descrito em nossas políticas internas para proteger o risco de mercado e as exposições ao IRRBB.
Risco Operacional
O risco operacional é definido como a possibilidade da ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas ou sistemas. Neste contexto, também deve ser considerado o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela Organização, às sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e às indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Organização.
A estrutura de controle e gerenciamento do risco operacional e controles internos é independente das unidades de negócios e suporte, sendo responsável pela identificação e avaliação dos riscos operacionais, bem como pela avaliação do desenho e da
eficácia de controles internos. Essa estrutura também é responsável pela preparação e teste periódico do plano de continuidade de negócios e por coordenar a avaliação de riscos em lançamentos de novos produtos e mudanças significativas nos processos existentes.
Dentro da governança do processo de gerenciamento de riscos, são apresentados mecanismos para identificar, medir, avaliar, monitorar e relatar eventos de risco operacional a cada área de negócios e de suporte (primeira linha de defesa), além de disseminar a cultura de controle para outros colaboradores. Os principais resultados das avaliações de risco são apresentados no Fórum Técnico de Riscos Operacionais e Controles Internos e no Comitê de Riscos, quando aplicável. As recomendações de melhoria aplicáveis resultam em planos de ação com prazos e responsabilidades planejados.
Risco de tecnologia da informação ("TI")
Risco de TI é definido como os efeitos indesejáveis decorrentes de uma série de ameaças possíveis à infraestrutura de tecnologia da informação, incluindo segurança cibernética (ocorrência de incidentes de segurança da informação), gerenciamento de incidentes (processo ineficaz de gerenciamento de incidentes / problemas, impacto sobre níveis de serviço, custos e insatisfação do cliente), gerenciamento de dados (falta de conformidade com as leis de privacidade de dados ou lacunas na governança de gerenciamento de dados ou problemas de vazamento de dados), entre outros.
A estrutura de controle e gerenciamento de riscos de TI é independente das unidades de negócios e suporte, incluindo as áreas de Engenharia, Tecnologia ("ITOps") e Segurança da Informação ("InfoSec"), sendo responsável por identificar, avaliar, mensurar, monitorar, controlar e relatar os riscos da tecnologia da informação considerando os níveis de apetite por risco aprovados pela Diretoria Executiva.
Os resultados das avaliações de riscos e controles de TI são discutidos regularmente no Fórum Técnico de Riscos de TI e apresentados ao Comitê de Riscos quando aplicável. As recomendações de melhoria aplicáveis resultam em planos de ação com prazos e responsabilidades planejados.
Gerenciamento de Capital
A DUBAI CASH implementou uma estrutura de gerenciamento de capital com o objetivo de manter um nível de capital superior aos requisitos mínimos regulatórios.
O objetivo do gerenciamento de capital é estimar os requisitos futuros de capital regulatório com base nas projeções de crescimento da DUBAI CASH, exposição a riscos, movimentos de mercado e outras informações relevantes. Além disso, a estrutura de gerenciamento de capital é responsável por identificar as fontes de capital, elaborar e enviar o plano de capital para aprovação e monitorar o nível atual dos índices de capital regulatório.
No nível executivo, o Fórum Técnico de ALM e Capital é responsável por aprovar as metodologias de avaliação de risco e cálculo de capital, além de revisar, monitorar e recomendar planos de ação relacionados ao capital para o Comitê de Riscos.
A estrutura de gerenciamento de capital considera os requisitos regulatórios específicos aplicáveis a empresas da DUBAI CASH, como a BNS Pagamentos, de forma a manter, permanentemente, montantes de patrimônio líquido em valores superiores aos requerimentos mínimos estabelecidos na Circular 3.681/13 do Banco Central do Brasil. Da mesma forma são considerados os requisitos associados aos índices de adequação de capital ("CAR") e nível 1 de capital próprio ("CET1") aplicáveis à BNS SCMEPP ou Banco parceiro.